A Nova Escola

Tive o privilégio de participar como delegado e compor a mesa no Congresso de Mendes-RJ realizado de 10 a 12 de dezembro 1999, quando naquela ocasião fomos nomeados pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Antony Garotinho, Membros Permanentes do Conselho Político para Educação. Neste histórico encontro, liderado pela ex-secretária de Estado de Educação, Professora Lia Faria, foi produzido um documento intitulado Carta de Mendes, que estranhamente foi totalmente ignorado pelo Conselho Estadual de Educação, bem como pelo Sr. Governador, que lançou um programa intitulado Nova escola, logo após a realização do Congresso de Mendes.

O programa Nova Escola pode até ter boas intenções (O inferno está cheio de boas intenções) porém foi implantado de maneira arbitrária e contraditória, bem típico dos regimes ditatoriais e autoritários, pois, foi este elaborado por profissionais fora das realidades em que a Educação do Estado do Rio de Janeiro está inserida.

Historicamente, programas políticos de Educação, sem a participação da população sofrem solução de continuidade, afinal, já dizia Martin Luter King "Quem promove liberdade nunca é o opressor, mas sim o oprimido". Pensar que algum governo irá transformar a sociedade corrompida em uma sociedade igualitária e justa é no mínimo um pensamento utópico ou ingênuo.

O programa Nova Escola carece de muitas considerações no que tange vários pontos de vistas, que devem ser amplamente discutidos com a comunidade escolar.

Seria o programa Nova Escola uma declaração aberta naquilo que a Teoria crítica reprodutivista (Louis Althusser - Teoria da escola como aparelho ideológico do Estado) tanto critica?

Quais critérios são estabelecidos na avaliação de níveis de uma Unidade Escolar?

O mais interessante é que, quando o Governo do Estado do Rio de Janeiro estabelece que nenhuma escola alcançou grau máximo, ou seja, 5 (cinco), este mesmo Governo está na realidade atestando a sua ineficiência e fracasso na administração e gestão escolar através de sua política segregacional e autoritária.

© Copyright 2001 - Prof. Vanderlei de Barros Rosas - Professor de Filosofia e Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.


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