Combate a Baixa Escolaridade e ao Analfabetismo

(Continuidade da série de artigos sobre o Congresso de Mendes: Uma proposta de Professores)

Quanto mais ignorante for o povo, melhor para os políticos corruptos. Investir em educação nunca foi prioridade em nosso País, onde apenas 5,8% do PIB é aplicado para este fim, enquanto países em vias de desenvolvimento investem aproximadamente 15 % do seu PIB.

Combater ao analfabetismo, a evasão escolar, o alto índice de repetência e a baixa qualidade da Educação exige compromisso, competência, e vontade política da parte de nossos governantes.

Neste espírito surgiu a proposta de Mendes, que é perfeitamente aplicável à outras Secretaria de Estado e/ou Município de Educação:

ü Definição de critérios específicos de acesso para os cursos de formação de professores, dada à especificidade do curso;

ü Esclarecimentos da postura do Governo estadual em relação ao destino das atuais escolas que abrigam cursos de Formação de professores;

ü Inclusão no Curso de Formação de Professores da abordagem de aspectos voltados para a Educação de Jovens e Adultos e Educação especial;

ü Criação de Fórum de discussão para os Cursos de Formação de professores para o 1o Segmento do Ensino Fundamental;

ü Viabilização de preenchimento das carências de professores e de outros profissionais da educação a fim de agilizar o processo de combate ao analfabetismo e à baixa escolaridade;

ü Contemplação, pelo Projeto Político pedagógico da escola, de estratégias de reforços de estudos aos alunos, buscando assim o efetivo combate ao analfabetismo e à baixa escolaridade;

ü Redefinição do papel do CES de modo a ampliar as possibilidades de atendimento à população, divulgação da finalidade do CES, através dos meios de comunicação;

ü Divulgação do MOVA;

ü Criação de diversas alternativas de atendimento aos jovens e adultos de acordo com suas necessidades individuais e peculiares locais, possibilitando-se o curso também no período diurno;

ü Interação entre o processo, escolar e o de preparação para o trabalho, no ensino de jovens e adultos, principalmente no que tange à qualificação, respeitando-se as características locais;

ü Ampliação do Programa Bolsa-Escola como uma das formas emergentes (e reduzir a evasão escolar; tendo em vista porém, que esta redução se a garantida plenamente com a implementação de políticas, de geração de emprego e renda.

Por esta e outras fica a Interrogação: Será que Charles de Gaulle teve razão em afirmar: "Este país, não é um país sério."?

© Copyright 2001 - Prof. Vanderlei de Barros Rosas - Professor de Filosofia e Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.


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