A Impotência Diante de um Assalto

Logo que avistei, do outro lado da rua, um rapaz aparentando seus 20 anos, com mais ou menos 1.70m, de pele morena, trajando uma camisa listrada na vertical nas cores verde e branco - pareceu-me uma camisa de algum time de futebol -, em pleno cruzamento da Av. do Estado, divisa de Santo André e Mauá e com semáforo fechado, pensei: Vamos ser assaltadas! E não deu outra!

O relógio batia mais ou menos 16:30 horas do dia 03/01/2002. Belo começo de ano! Minha mãe na frente, minha filha atrás e eu, dirigindo. A arma estava sendo apontada para a cabeça de minha mãe, que além de sofrer com problemas cardíacos, tem 66 anos de idade. O nervosismo do bandido era evidente e, por mais que tivéssemos vontade de tomar alguma atitude, estávamos impotentes. Ele queria dinheiro e pedia insistentemente as bolsas, a carteira, enfim, queria dinheiro. É evidente que a abstinência das drogas levam essas pessoas a agirem dessa maneira, mas também não podemos esquecer a falta que faz uma boa estrutura familiar, a presença de Deus e de uma religião dentro de uma família, que é fator de suma importância na criação de bons cidadãos.

Numa hora dessas, não adianta querer dialogar ou mesmo tentar convencer o bandido que você não tem dinheiro, aliás, se você não tiver nada para entregar ao fulano, acaba por correr o risco de levar um tiro gratuitamente.

Bem, conseguimos, depois de muito custo, entregar somente o que tínhamos em dinheiro, mais ou menos uns R$ 150,00 e, por sorte, ele não conseguiu levar nossos documentos nem jóias (poucas, por sinal). O pior, é que ninguém faz nada. Do meu lado direito havia um caminhão, onde o motorista estava assistindo de camarote toda a cena, atrás, um outro carro que também assistia igualmente. Será que nenhum deles possuía um celular para acionar a polícia?

Quando conseguimos sair do local, tratei logo de pegar o celular e ligar para o 190. Expliquei a situação e a atendente disse que, primeiramente, eu deveria socorrer minha mãe que estava passando muito mal e, que depois de socorrê-la, ligasse novamente de um telefone "normal" e relatasse novamente o ocorrido. Lógico que fui socorrer mamãe, mas esperava que a polícia local fosse acionada e se dirigisse para o local, pois me propus a identificar o bandido juntamente com a polícia. CADÊ A POLÍCIA! Eles nem tomaram conhecimento do fato. Depois, vem algum hipócrita falar em "Direitos Humanos", falar no respeito ao preso e ao bandido. E nós? Será que nessa história toda nós é que somos os bandidos? Quando morre um pai de família ninguém dá bola, mas quando morre um seqüestrador de algum "famoso", fazem o maior "auê". QUE SE DANE O BANDIDO! LUGAR DE BANDIDO É NO CEMITÉRIO! BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO!

Aliás, quem é o pior bandido? Aquele que está de arma em punho te assaltando, te amedrontando, ou aquele que, supostamente, está te defendendo? Quando poderemos confiar na polícia? NUNCA! E quando fazemos justiça com as próprias mãos, viramos bandidos por descumprimos a lei. Que lei? Uma lei que só sabe proteger quem não merece.

Por vezes chego a pensar que, ao invés de desativarem o Carandiru, deveriam mesmo era implodir o prédio com toda aquela corja de vagabundos que há lá dentro, inclusive os dirigentes.

Sei que muitos de vocês, ao lerem este meu "artigo desabafo" vão ficar horrorizados, mas espero que nunca passem por isso, pois, se passarem por tal situação, com certeza, começarão a mudar de opinião.

Ouvimos muito falar que devemos desarmar São Paulo... Por que não dizer: Vamos desarmar os bandidos? Nem sempre quem porta uma arma é um bandido, e sim, alguém querendo se proteger de um. É matar ou morrer... Eu prefiro viver e, entre mim e o bandido, sou mais eu... Mato primeiro.

Será que devemos chamar pelo "CHAPOLIN COLORADO", pelo "BATMAN" ou pelo "HOMEM ARANHA" para nos defender? É uma idéia...

Por hoje é só. Espero que entendam o meu desabafo e protesto e, se tiverem alguma crítica, não se acanhem em enviar-me um e-mail. Serei toda ouvidos.

© Texto produzido por Rosana Madjarof


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