Na Tela da TV...

"Pão e Circo" - disse um imperador romano referindo-se as "necessidades" de seu povo. Evidentemente, fazia ele referência às diferenças de classe, a dominação e ao poder. "Uma mente que se distrai, não sofre ou sofre menos, ou percebe menos, ou reclama menos, ou..., submete-se mais e incomoda menos". Está feliz, não é feliz!

Penso que a situação, após decorrido tanto tempo, não está muito diferente. As emissoras de TV, umas mais outras menos, fazem o papel do hipnotizador de palco. Submetem e subjugam a vontade do povo. Nos fazem reféns - presas fáceis - impingindo valores e costumes sociais e de consumo. Dia e noite, milhões de pessoas são ludibriadas pelo moderno e abusivo merchandising - a coisificação mercadológica nos monitores de TV - em fórmulas que confisca e expropria o já sofrido povo brasileiro, oprimido pelo custo de vida, traído pelo futebol e hipnotizado pela TV. Esse povo tem a sua criatividade massacrada sem se quer perceber a ação paulatina da tortura cruel de se tornar mais um.

Uga-uga é a representação máxima da vidiotia e mediocridade. Isso não é uma exclusiva alusão aos artistas que, por vezes, assopram a ferida aberta em performances teatrais e a um público seleto, ao qual 120 milhões de brasileiros não têm acesso.

Você já se perguntou caro internauta, quando em defesa de um ponto de vista social, qual os motivos que o levam a assumir uma determinada posição? Parece uma pergunta simples e fácil de responder, no entanto a resposta pode estar muitas vezes atrelada a valores sociais alheios a sua realidade, um empréstimo compulsório cujo Banco Global afere lucros fantásticos. Existem outros Bancos que sobreviveram através da história, como o Banco Católico e o Banco Universal - este mais novo, porém mais eficiente.

© Copyright 2001 - Prof. Paulo Madjarof Filho- Professor Universitário, Psicólogo e Mestrando em Psicologia da Saúde pela UMESP.


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