Das Condições do Filosofar (I): Perder a Sensatez

A indignação, o espanto, a perplexidade, estes "estados de espírito" conduzem-nos à dúvida. Tiram-nos da segurança que os conceitos prontos e acabados nos proporcionam e nos jogam com vigor no tormentoso e incerto mar da filosofia. Afinal de contas, para que?!

Não seria melhor ficar quietinhos em nosso canto, assistindo a passagem das tragédias e tempos?Seríamos apenasespectadores, mas não qualquer um, de preferência, confortavelmente sentados num camarote antiangústia...

Só que decidimos filosofar. Indagar da natureza, e princípio último de todas as coisas. Deu no que deu, vivemos em estado de alerta, atentos a qualquer movimento mundano que provoque nossa infinita capacidade de interrogação.

Transformamos nosso pensar em um:?. E aí, o que ganhamos com isso? Dalmo diria que nada, relativamente nada. E ele continuaesclarecendo-nos que todos seres que filosofam, demostram não estarem satisfeitos com sua situação atual, o queos conduz ao trabalho do esforço, da busca do nosso dever-ser. Isto é uma senda feita de luz.

O problema, não o único, mas o inicial, é que a porta desta senda é estreita. Para entrar nela, temos que parir uma mente flexível. Uma mente desta "espécie filosofal", deixou de lado a sensatez, para ser sincero, embrulhou-a bem embrulhada e jogou-a, numa lata de lixo não-reciclável.

Abramos nossos espíritos, deixemos nossas mentes límpidas como um cristal. Amigos e amigas, o século XXI, é aqui e agora.

© Prof. Dr. Guilherme Assis de Almeida - Advogado, Dr. em Filosofia do Direito pela USP e Professor de Filosofia do Direito e I.E.D. da Universidade São Marcos.


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