CERTEZAS ?!

Novo ano, novo século, novo milênio. O que fazer? Qual norte seguir? Que rumo tomar? Várias perguntas, dúvidas, indagações, todas com um ponto em comum: a inconclusividade.

O tempo novo caracteriza-se pela perda dos referenciais antigos e pela busca de outros, não necessariamente novos. O certo é que devemos deixar as certezas de lado e confiar na nossa intuição. A própria física quântica ilumina esta questão. O físico indiano Amit Goswani[1] ao comentar sobre o estudo da trajetória de uma partícula afirma:

"As condições iniciais para o cálculo da trajetória de uma partícula, portanto, jamais podem ser determinadas com precisão, e é insustentável o conceito de trajetória nitidamente definida de uma partícula."[2]

Se no diminuto e essencial universo do estudo quântico não se possui certeza de nada, que dirá de nosso macro universo das aparências.

Perder as certezas não significa descabelar-se, entrar em pânico, rodar a baiana e dar chiliques, evidentemente, não! Por favor! Só temos que ajustar o nosso olhar, trocar a nossa lente, saber ver. Não podemos mudar os fatos da nossa vida, mas temos como mudar a maneira que os encaramos.

Primeiro passo conscientizar-se de que toda e qualquer mudança no mundo deve ter como ponto de partida: nós. Nada externo, tudo interior. Como bem disse Gandhi:

"Nós devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo."

[1] Para um estudo detalhado desta questão:GOSWAMI, Amit. O Universo Autoconsciente: como a consciência cria o mundo material, 2. Ed, Rio de Janeiro: Editora Rosa dos Tempos, 1998

[2] Obra citada p. 60.

© Prof. Dr. Guilherme Assis de Almeida - Advogado, Dr. em Filosofia do Direito pela USP e Professor de Filosofia do Direito e I.E.D. da Universidade São Marcos.


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