LAÇOS

Ser solidário é uma virtude tão imprescindível que nem deveria figurar como tal. Entretanto nossos tempos encontram-se totalmente imersos nas trevas, que carecemos chover no molhado.

Solidariedade liga-se a laço, o segundo é o início da primeira. Só somos solidários espontaneamente (existe outra forma?) quando somos sabedores de nosso essencial entrelaçamento e nos entregamos aos outros de coração aberto.

Nossa janela universo oferece-nos a possibilidade de inventar novos laços. Este fato é alvissareiro. É uma obrigação planetária fazer o melhor uso possível deste acontecimento. Nosso futuro comum agradece.

É hora de pensarmos numa auto-suficiência de englobe a solidariedade. Isto significa dizer que a ação solidária é uma das práticas que compõe o todo chamado: auto-suficiência.

Puxemos um fio que saia de nossos umbigos perpassando todos e todas, harmonizando-nos.Transformando o cosmos numa infinita rede de pérolas. Faça o primeiro movimento, segure firme o laço.

É incrível saber que se não tivesse feito algo, simplesmente este algo não existiria. É uma questão de poder fazer. A arte é condicional, voluntária, artificial. A vida é incondicional, involuntária, natural.[1]

[1] DERDYK, Edith Linha de Costura. São Paulo: Iluminuras, 1997.

© Prof. Guilherme Assis de Almeida


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